Tive Fome

Há duas atitudes, segundo Jesus, diante dos necessitados e desvalidos. Ele, no fim dos tempos, julgará nossas ações ou descaso para com estes pequeninos.

Abaixo um poema transcrito de “Mentalidade Cristã” de John Stott, homem brilhante que morreu a poucos dias. Logo depois, a parte boa do texto no Evangelho de Mateus, onde Jesus fala da herança aos que cuidaram dos “pequeninos”.

Certa vez, uma mulher desabrigada procurou um religioso e este
prometeu orar por ela. A mulher então escreveu o seguinte poema:

Eu tive fome,
e tu formaste um grupo humanitário para discutir minha fome.tive fome
Estive presa,
e tu te retiraste discretamente para a tua capela e oraste pela minha libertação.
Estava nua,
e, na tua mente, questionaste a moralidade da minha aparência.
Estive enferma,
e tu te ajoelhaste e agradeceste a Deus por tua saúde.
Estava desabrigada,
e tu me falaste do abrigo espiritual do amor de Deus.
Estava solitária,
e tu me deixaste sozinha a fim de orar por mim.
Parecias tão santo, tão próximo de Deus!
Mas eu ainda estou com fome… e sozinha… e com frio.

“Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: ‘Venham, benditos de meu Pai! Recebam como herança o Reino que lhes foi preparado desde a criação do mundo. Pois eu tive fome e vocês me deram de comer; tive sede e vocês me deram de beber; fui estrangeiro e vocês me acolheram; necessitei de roupas e vocês me vestiram; estive enfermo e vocês cuidaram de mim; estive preso e vocês me visitaram’. Então os justos lhe responderão: ‘Senhor, quando te vimos com fome e te demos de comer, ou com sede e te demos de beber? Quando te vimos como estrangeiro e te acolhemos, ou necessitado de roupas e te vestimos? Quando te vimos enfermo ou preso e fomos te visitar?’
O Rei responderá: ‘Digo-lhes a verdade: O que vocês fizeram a algum dos meus menores irmãos, a mim o fizeram’.” (Mateus 25.36-40)

Pr. Sinval Jr


Personagens curiosos – Abigail

1 Samuel 25

É muito frustrante quando se está comprometida com o projeto familiar e um membro da família decide viver de forma completamente insensata, por vezes colocando em risco a vida de todos os demais. Às vezes passa na cabeça o desaparecer, mas como fazer isto quando se ama a família? O jeito é enfrentar a situação e fazer todo o possível para, do que depender de seu esforço, com a bondade de Deus, a família continue de pé.

Eu era esposa de um marido insensato. Seu nome era Nabal, que quer dizer exatamente isto: insensato. Tentei de todas as formas contornar os problemas causados pelo meu marido, mas sabia que em algum momento poderíamos ter que pagar um preço muito alto por alguma decisão desastrosa dele. Eu orava todos os dias para que isto jamais ocorresse, mas por fim o dia chegou. Tudo se passou durante um período de festa, quando Davi, prometido rei de Israel, e seus homens voltavam do deserto para nossa cidade, Carmelo. Davi se lembrou que nos conhecia e pediu que meu marido preparasse algo para comerem e descansarem um pouco. Sabia que eramos muito ricos e que isto não seria pesado para nós. Além disto, há alguns anos atrás, durante todo o tempo que ele e seus homens passaram conosco, protegeram nossos rebanhos, servos, gado. Eram como um muro para nós, e nada de mal sofremos durante aqueles prósperos dias. Lhe devíamos nossa gratidão. Eu e meu marido. Mas para a minha surpresa, Nabal desprezou Davi: “Quem é Davi para que eu dê meu pão, minha água e meu rebanho a homens que vêm não se sabe de onde?”. Como podia ele insultar o futuro rei de Israel? E enviou os mensageiros de volta a Davi para lhe entregar tamanha ofensa, enquanto ele se voltava para embriagar-se com o vinho. De fato, a insensatez é irmã da ingratidão. Quantas foram as vezes que Nabal recebeu tão boas coisas de minhas mãos, de seus amigos e tantas outras pessoas de valor, e desprezou cada gesto de amor, como fazem os insensatos em nome de suas paixões?

Eu sabia muito bem que a situação era dramática e que eu precisava fazer alguma coisa se quisesse ver minha família preservada. Já chegavam a nós os rumores de que Davi preparava quatrocentos homens hábeis na espada para dizimar todos os homens de nossa casa. Clamei ao Senhor por sua misericórdia e também por sabedoria, o único remédio contra a insensatez, e pus-me a agir. Preparei pão e vinho em abundância, preparei cinco ovelhas, centenas de bolos de figos e uvas passas, e os enviei para Davi. Me coloquei atrás para falar-lhe ao coração: “Estes são presentes para que o meu senhor perdoe nossa ofensa. O Senhor seja contigo e o dê vitória contra seus inimigos. Por que Davi carregaria o peso de derramar sangue desnecessariamente quando subir ao trono que Deus lhe reservou?” Diferentemente de Nabal, Davi era um homem sensato, e ouviu minhas palavras: “Saiba que seu bom senso, Abigail, me evitou de derramar sangue por vingança. Que o Senhor seja bendito por tê-la enviado a meu encontro”. Então, Davi e seus homens aceitaram o que eu havia lhes preparado e me despediram em paz.

Partilho esta lição preciosa a todos que precisam lidar todos os dias com a insensatez de alguém que se ama. Não desista! Continue fazendo todo o possível para ver sua família preservada. Lute com todas as suas forças, não por vingança, não contra aqueles que o traem, mas com as armas do amor lute por sua família, lute incansavelmente para o bem inclusive dos que lhe são ingratos. Quem sabe eles possam cair em si e se arrepender de sua insensatez. E mesmo que isto não ocorra, você poderá até carregar lágrimas nos olhos, mas terá as mãos limpas. Não revide ao ultraje, mas se entregue aquele que julga retamente (1 Pe 2:23; 3:8-18).
Quando partilhei o ocorrido com meu marido, este ficou paralizado, em choque. Dias depois o Senhor lhe tirou a vida.

Entristeci-me. Como gostaria que Nabal abandonasse a insensatez e abraçasse a sabedoria! Lamento que sua escolha não fora essa, e que por isso perdi alguém que amava. Mas o Senhor converteu meu pranto em alegria, e o rei Davi me tomou para ser sua esposa.

Pr. Rodrigo Justino


Negar

O caminho da negação é interessante: negamos o que dói, negamos o que incomoda.

Num dos últimos domingos perguntei durante a celebração: “A face da maioria de vocês transmite paz, mas você está em paz? Aí dentro, você está tranqüilo?”. Interessante que a face pode esconder o que está dentro; nos especializamos nisto. Prestamos a nós um desfavor ao justificar nossos atos e encobrir nossos pecados.

“Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos e não há verdade em nós” (I João 1.8)

Abaixo um breve relato de Max Lucado, extraído do seu livro “Ouvindo Deus na Tormenta”:
“Há algum tempo, minha filha Andrea fincou uma farpa no dedo. Levei-a até o banheiro e apanhei algumas pinças, um antiséptico e um band-aid.

Ela não gostou do que viu. “Só quero o band-aid, papai”.

Algumas vezes, somos exatamente como Andrea. Vamos a Cristo com os nossos pecados, mas tudo o que queremos é uma cobertura. Desejamos escapar ao tratamento. Queremos esconder nossos pecados. E alguns se perguntam se Deus, em sua grande misericórdia, irá curar o que ocultamos.

Como Deus pode curar o que negamos? Como Ele pode tocar o que encobrimos?”

Pr. S. Junior


Personagens curiosos – Enoque

Gênesis 5:18-24; Hebreus 11:5

Acredito que você já ouviu falar de mim, ou pelo menos de meu filho. Meu nome é Enoque. Sou pai de Matusalém, o homem mais longevo que a face da terra já conheceu. A Bíblia se refere a mim como um homem que andou com Deus. Andar com Deus. Meu deleite diário. Você já deve ter vivido este mesmo sentimento por alguém que você muito ama. Pensar em quem se ama a cada respiro. Mantê-lo no coração. Ficar pensando em mil formas de agradá-lo. E esperar sua presença cativante que tranqüiliza e rejuvenesce a alma. Minhas caminhadas com o Senhor foram se tornando mais intensas e realmente descobri que poderia amá-lo acima de qualquer outro amor, seja de pais, irmãos ou filhos.

Ah, você certamente já ouviu de como o Senhor também gostava de estar comigo, tanto que numa tarde, daquelas que desfrutávamos juntos, ele me declarou que não mais precisaríamos nos separar. Ele decidiu que me levaria consigo. E fui tomado da terra dos viventes sem enfrentar a dor e o sofrimento da morte. Ao invés de sair da vida, entrei numa vida muito melhor. Face a face com o Senhor.

O que poucos sabem é que nem sempre foi assim. Sou filho de Jarede, da linhagem de Sete, filho de Adão. Após Caim ter tirado covardemente a vida de Abel, um homem que agradara a Deus com sua oferta sacrificial, Adão teve a satisfação de encontrar em Sete outro filho que amaria muito ao Senhor, que invocaria seu nome continuamente. E a piedade de Sete passou de geração em geração. Meu pai foi muito enriquecido por esta herança de fé e temor ao Senhor.

Entretanto, confesso que eu mesmo vivia um estilo de vida um tanto desinteressado pelas coisas de Deus. Nem sempre os filhos aproveitam adequadamente a boa herança de caráter e valores que seus pais procuram deixar. Eu me enquadrava perfeitamente entre estes. Acredito que deixei de valorizar as histórias de fé que me eram passados por meu pai.

Assim vivi até quando minha esposa engravidou. Na mesma proporção em que a barriga ia crescendo, foi se avultando dentro de mim uma pergunta incômoda: “Que tipo de herança eu deixaria para o meu filho?” Um sentimento crescia dentro em mim, que eu precisava ser um exemplo de fé para meu filho, como meu pai tentara ser para mim. Quando meu filho nasceu, minha decisão havia sido tomada. Seguiria ao Senhor de todo o meu coração. Caminharia com ele, e meu filho conheceria o Deus de meus pais, agora também o meu Deus.

Aprendi com isto que o Senhor sabe como está nosso coração em relação a Ele. Ele não gosta de ver qualquer um de seus filhos caminhando a distância. Ele quer vê-los perto de si. Então, como poderoso Deus de amor proporciona ocasiões que se tornarão verdadeiros convites para que nos aproximemos dEle. Para mim, a vinda de meu filho e a responsabilidade que isto trazia se tornou este momento crucial.

Gostaria de deixar esta pergunta para você. Quais têm sido os momentos que Deus tem preparado especialmente para você andar com Ele? Lembre-se: Ele não quer vê-lo a distância. Quer andar com você. Como você tem respondido a estes convites? Talvez você já tenha rejeitado alguns. Eu também fiz a mesma coisa por muitos anos. Mas então chegou o momento de tomar uma decisão de também caminhar com ele. Sublime decisão! Estimulo a você que não deixe estas oportunidades se perderem. São únicas. Oportunidades de Deus para você. Para você andar com Ele, conhecê-lo e amá-lo. Você não se arrependerá!

Pr. Rodrigo Justino

Personagens Curiosos – Noemi

Noemi (Rute 1:1-18)

Sei que alguns de vocês dizem que o relacionamento entre sogra e nora não pode ser bom. Se eu tivesse acreditado em uma bobagem destas, teria perdido uma grande e leal amiga. Meu nome é Noemi. Sou israelita, natural de Belém. Apesar de minha cidade significar “casa do pão”, não tínhamos nem migalhas para comer. Enfrentávamos um período de muita escassez, há dias não chovia, a terra estava seca, nada de colheitas apesar das muitas tentativas de plantio. Meu marido e eu decidimos partir com nossa família para uma terra distante a procura de comida. Nos acompanhavam nossos dois filhos.
Os primeiros dias em Moabe como estrangeiros foram difíceis. Lembrávamos os bons dias em Belém e de nosso anseio de logo voltar para lá. O tempo foi passando e quando nos demos conta já morávamos lá por quase dez anos, tempo suficiente para nossos filhos se casarem. Malom se casou com Rute, enquanto Quiliom casou-se com Orfa, ambas moabitas.
Foi quando as coisas começaram a dar errado. Triste sina a minha. Primeiro perder a minha terra e me sujeitar a um lugar onde não se adorava o nosso Deus. Mesmo antes de meus filhos se casarem, perdi meu marido. Quando a alegria das noras me compensava os desgostos da vida, enfrentei a maior dor de todas. A dor de perder um filho. No meu caso, os dois. Que agonia na alma. Sofrimento indescritível. Parte de mim se fora com meu marido, a quem eu muito amava. E a outra parte se esvaiu em muitos dias de lágrimas vertidas por minha alma enlutada de meus amados filhos. Tornei-me amarga, tanto que preferia ser chamada de Mara. Estava de mãos vazias e coração solitário. “Por que, Senhor, você se colocou contra mim?”. Era a pergunta que fazia dia e noite, sem obter qualquer resposta. Cansei-me do silêncio e da solidão e decidi voltar para minha terra, pois havia recebido a notícia que o Senhor decidiu se compadecer de meu povo e dar-lhe alimento.
E foi no meio da solidão e do sentimento de abandono que descobri o significado da palavra amizade. Às vezes quando estamos cercados de pessoas não valorizamos como deveríamos a aliança de amor que temos uns com os outros, não é mesmo? E isto pode significar estar cercado de pessoas, mas sem nenhum verdadeiro amigo. Foi o que aconteceu comigo. Quando perdi pessoas queridas percebi quanto as amava e precisava delas. Mas elas se foram. A vinda de Rute me fez reencontrar o valor de ter uma amiga e também ser uma amiga.
Ocorreu quando eu estava voltando para Belém. Minhas noras Orfa e Rute me acompanhavam. Então cai em mim: para que elas retornariam para minha terra? Mesmo que eu me casasse novamente e tivesse filhos, esperariam elas que estes ficassem maiores para que se casassem com eles, como era o costume em nosso povo? Elas precisavam ser cuidadas e amparadas por um novo marido. Insisti que retornassem para Moabe. Orfa, em lágrimas, me beijou e despediu-se de mim. Mas Rute… ela permanecia ao meu lado. Insisti: “Veja, sua concunhada está retornando. Volte com ela.” Foi então que Rute manifestou sua leal amizade para comigo. Suas palavras e atitude marcaram definitivamente minha vida:

“Aonde fores irei, onde ficares ficarei!
O teu povo será o meu povo e o teu Deus será o meu Deus!
Onde morreres morrerei e ali serei sepultada.
Que o Senhor me castigue com todo rigor,
Se outra coisa que não a morte me separar de ti!”

Entendi que Rute não voltaria. Que tinha uma aliança de amor leal para comigo, sua sogra. O mesmo amor leal que o Senhor tem conosco. Rute sabia que escolher ficar ao meu lado e junto com meu povo, significava participar de minha história de vida e ela assim decidiu. Como toda amizade implica em mútuo consentimento de amor, também aceitei aliar-me em amizade a Rute. Sua amizade me reanimou a alma e minha fé. Demos os braços e voltamos juntas para Belém, lembrando os bons momentos vividos. E esperando que o Senhor renovasse sua graça e nos oferecesse novos bons momentos.
Rute encontrou um parente próximo de nossa família. Conforme os costumes de nossa nação, ela se casou com este parente próximo e viveu uma boa vida ao seu lado. E tive o prazer de na velhice descobrir como é bom o amparo de um abraço amigo.

Pr. Rodrigo Justino

Personagens curiosos

Oséias
(Oséias 1:1-3:5)

Amar é decidir amar. É comprometer-se de corpo e alma, razão e coração, com aquele que se ama.

Amor. O que é o amor?

Certamente você concordará comigo: uma coisa é falar de amor, outra coisa é vivê-lo. Sei que muitos descobrem o que é o amor de forma mais suave. Eu, entretanto, aprendi do modo mais difícil. Meu nome é Oséias, filho de Beeri. Fui chamado para ser profeta numa época triste em Israel. Muita prostituição, embriaguez, insensatez e idolatria eram as marcas de meu povo. E foi no meio disso tudo que Deus me disse suas primeiras palavras que marcaram para sempre minha compreensão sobre o que é o amor: “Toma Gômer como sua esposa e saiba de antemão que será uma mulher adúltera, da mesma forma como adúltero é o meu povo, assim diz o Senhor”.

Linda. A formosura de Gomer me encantou. Seu sorriso me cativou. Nossas conversas eram maravilhosas, passávamos horas nos distraindo, trocando experiências… nos apaixonando. Nos casamos com a bênção de seu pai. E logo Gomer engravidou. Deus mais uma vez falou comigo oferecendo o nome da criança, e fez o mesmo com os próximos dois filhos: “Castigo… Desfavorecida… Não-meu-povo”. Sei que os nomes parecem estranhos, mas em Israel era comum oferecermos nomes que representassem algo da nossa história. E cada nome indicado por Deus era uma facada em minha alma. As palavras “… saiba de antemão que será mulher adúltera”, ecoavam vez após vez em mim. Quando se ama, se sofre. Dor na alma. Ciúmes, indignação, raiva. Como ela podia fazer isto comigo? Tantas foram as vezes que busquei ser um marido atencioso, amoroso, cuidadoso. E o que tinha em retribuição? Traição. Amar é sentir. Afeiçoar-se, mas também indignar-se com as injustiças e traições.

Pensei em deixá-la. Mas como a deixaria? Havia feito uma aliança de lealdade com ela. E por mais que estivesse com o orgulho e a dignidade feridos quase de morte, comecei a pensar que poderia reconquistar minha esposa, que agora havia me deixado e estava com outro homem. Foi nesta época que começou a fazer sentido o restante daquelas primeiras palavras que o Senhor Deus falara a mim: “… da mesma forma como adúltero é o meu povo”. De repente percebi que meu coração sofria a mesma dor e o mesmo ardor que o coração de meu Deus por seu povo; que juntos estávamos aprendendo a mesma lição, aprender a amar quem fazia pouco caso de nosso amor.

“Eu a atrairei e a levarei para o deserto e lhe falarei ao coração”. Chorei ao ouvir estas palavras do Senhor. Que grande amor é esse que não desiste do pecador, que não o bane de sua presença, que busca reconquistá-lo mais uma vez e uma vez mais? Grande amor de Deus. Me senti fortalecido. E tomei uma firme decisão de reconquistar minha esposa. Amar é decidir amar. É comprometer-se de corpo e alma, razão e coração, com aquele que se ama. Decidi que só abriria mão de Gomer, minha mulher, se concluísse definitivamente que sua obstinação não teria mais volta. Porque amar também é respeitar dolorosamente a decisão de quem não mais quer amar.

Literalmente comprei minha mulher que havia sido entregue a escravidão pelos seus amantes. Amantes que jamais a amaram, jamais a cuidaram como eu cuidei. O adultério cobra um alto preço. E eu decidi pagá-lo para tê-la de volta.

Muitos dizem que amar é apenas uma decisão. Eu digo que amar é decisão-sentimento. Amar envolve tudo de nós. Toda a nossa alma, entendimento, coração, forças. É assim que Deus ama aqueles que o pertencem. E é por isso que espera que o amem da mesma forma. Simplesmente porque é assim que é amar.

Pr. Rodrigo Justino


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- Cura pela Palavra – Entendendo a Culpa (02/08).
- Cura pela Palavra – Curando famílias desajustadas (09/08).
- Cura pela Palavra – Experiências Dolorosas (16/08).
- Cura pela Palavra – Identidade em Deus (23/08).

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